..::Sempre Bruxa::..


28/04/2005


POEMAS PAGÃOS

POEMAS PAGÃOS
Haíresis



As mudanças são passageiras,

Os momentos fluem pelo presente.

Temos pouco tempo para tudo.

A vontade de fazer nos anima,

Não nos convém o nada de negação;

Uma vida morta em compasso de espera,

Um lugar reservado no mundo que virá.

Hoje, voaremos com asas próprias,

Viveremos entre os deuses

E não lhes seremos estranhos.

Não desviaremos o olhar

Do que não queremos ver.

Abandonaremos a sacrossanta covardia da fé

E abraçaremos a suprema aventura da incerteza,

Reconheceremos a nossa dúvida de cada dia.

Exerceremos legitimamente a genuína liberdade,

Tomaremos de volta nossas escolhas subtraídas,

Decidiremos sem temor nosso destino.

Agiremos a qualquer instante sem hesitação,

Sempre conscientes do risco que temos de errar;

Não necessitaremos dos subterfúgios consagrados,

Doadores da fácil e vazia crença do acerto certo.

Resgataremos nossa dignidade

Relegada ao esquecimento,

Reassumiremos nossa identidade

Renegada pela estupidez.

Agora só cometeremos atos

De nossa inteira responsabilidade.

Desmascaremos o perdão

Como atitude mesquinha e perniciosa;

Como a maior demonstração

De desrespeito e desprezo pelo próximo.

Também repudiaremos todo desejo

De ser perdoado e viver impune.

E, assim, gritaremos a plenos pulmões,

Sem pudor de ofender os ouvidos secos:

Deixem morrer o homem moribundo;

Parem de perpetuar a sua agonia;

Livrem-no de sua mortalha milenar

Feita de madeira, cravos e espinhos!

Ela que é renovada, ao longo dos tempos,

Pela ignorância, pela auto-indulgência,

Pelo ressentimento e pelo desespero.


Autor Desconhecido

Escrito por ..::¢¡T®Ø::.. às 20h33
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06/04/2005


SEREIAS

Ao passar pela ilha de Antemoessa, entre a ilha de Capri e o litoral da Itália, ao retornar da guerra de Tróia, Ulisses ordenou aos marinheiros que vedassem os ouvidos com cera para não ouvir o canto fatal das sereias. Ele mesmo se fez amarrar ao mastro da embarcação para assim ouvi-lo sem perigo.
Sereia é uma entidade lendária da Grécia antiga que reapareceu em numerosas mitologias posteriores. Eram filhas do rio Aquelóo e de Melpômene ou de Estérope; uma variante posterior diz que nasceram do sangue de Aquelóo, ferido por Héracles na disputa por Dejanira. Ao que parece, as sereias eram três: Partênope, Lígia e Leucósia. Alguns mitógrafos, no entanto, afirmam que eram quatro e lhes atribuem nomes diversos.
Jovens belíssimas, as sereias faziam parte do séquito de Perséfone. Quando esta foi raptada por Hades, suplicaram aos deuses que lhes dessem asas para procurar sua senhora na terra, no céu e no mar. A deusa Deméter, porém, irritada por não terem impedido o rapto de sua filha, transformou-as em almas-pássaros. Outra variante diz que a deusa Afrodite as transformou, por desprezarem os prazeres do amor, em metade mulher, metade peixe, o que as tornou perigosas e encantadas. Por estarem impedidas de amar, atraíam os homens com seu canto para depois devorá-los.

 

Escrito por ..::¢¡T®Ø::.. às 00h16
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05/04/2005


Estou sem vontade de postar e tbem estou pensando em tirar o blog do ar ....

"Embora ninguem possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. " (alguem importante falou isso)

Escrito por ..::¢¡T®Ø::.. às 15h37
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