..::Sempre Bruxa::..


13/09/2005


ARADIA - A RAINHA DAS BRUXAS

 

Aradia de Toscano, nasceu em 13 de agosto de 1313 em Volterra, Itália. Aradia era filha de Deusa Lunar Diana, sendo responsável pela perpetuação de seu culto. Alguns historiadores dizem que seu pai poderia ter sido Apolo, Lucifer ou Dianus.

Ela viveu entre os escravos que conseguiram escapar das garras dos senhores, nos montes de Alban e florestas perto do lago Nemi, na Itália. Aradia ensinou-lhes a Antiga Religião e pregava o amor pela liberdade. Além disso, trouxe esperança para os camponeses que eram explorados pela classe mais rica. Aumentou-lhes a auto-estima, deu-lhes o devido valor e ensinou-lhes a terem respeito por si próprios. Aradia colocou-os em harmonia com a natureza através de seus ritos sazonais e rituais da Lua Cheia.

A Igreja Católica a perseguiu como "Rainha das Bruxas" e colocou-a na prisão. Lá foi torturada e setenciada à morte. No dia da execução, não foi encontrada em sua cela. Tinha escapado milagrosamente e voltou a ensinar sua religião ao povo.

Quando presa novamente pelos soldados, falou ao padre:

-"Você só traz a punição para àqueles que se livraram da Igreja e da escravidão. Estes símbolos e roupa de autoridade que veste, só servem para esconder a nudez que nos faz iguais. Você diz que serve a um deus, mas você serve somente a seus próprios medos e limitações". Acabou presa desta vez, por heresia e traição. Setenciada novamente à morte, outra vez escapou.

Retornou a seus seguidores e revisou todos seus ensinamentso Por fim, deixou-lhes a "Carga da Deusa", onde descreve minuciosamente todos os rituais. Instruiu também, seus seguidores para recordá-la compartilhando vinho e bolos nos cerimoniais sagrados. Prometeu, que todo aquele que clamasse por Diana, sua mãe, e por ela, receberiam muitas graças e seriam abençoados.

Em seguida partiu para o leste

Após a partida de Aradia, os covens foram dispersados pelos inquisitores. Eram eles: Janarric (mistérios lunares), Fanarric (mistérios da terra) e Tanarric (mistérios estelares). Estes grupos são consultados ainda hoje como às Tradições da Tríade.

Em 1508, Bernardo Rategno, um inquisitor italiano, documentou um volumoso acréscimo no número de seitas de bruxaria começados no ano de 1350. Correspondia exatamente com o período que Aradia encontrava-se na Itália, ensinando a Antiga Religião.

Aradia era a doutrinadora da Antiga Religião da Deusa e também a protetora das bruxas. Era uma deusa intelectualizada com a chama de uma Amazona em seu interior. É uma deusa associada com a Lua Cheia, apresentando o espírito de uma "Donzela", somada à habilidade e presteza herdada de sua mãe Diana e também a sabedoria de uma "Anciã".

Aradia é um símbolo para as bruxas atuais. Através de seus ensinamentos nós nos transformamos e nos unimos ao céu, à terra, à lua e ao universo.

Escrito por ..::¢¡T®Ø::.. às 00h42
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"Aradia: O Evangelho das Bruxas", de Charles G. Leland

Esta obra clássica, publicada pela primeira vez em 1899, é resultado de anos de pesquisa e conversas com representantes da "Stregheria", a bruxaria italiana.

O livro é uma das leituras obrigatórias para todos aqueles que desejem conhecer uma das mais importantes obras e o primeiro autor do renascimento e popularização da bruxaria. As obras de Leland datam de mais de meio século antes das de Gardner, em torno de 1896.

Charles Leland foi um famoso folclorista, que escreveu sobre os ciganos ingleses e as Bruxas italianas. Segundo Leland, ele teria conseguido o texto deste "Evangelho" através de uma mulher italiana, Maddalena, que teria colhido entre suas irmãs de feitiçaria oculta as "velhas tradições" conhecidas.

Trata-se de um livro que retrata o folclore e os conhecimentos sobrevivente das bruxas italianas, que ainda eram ocultas na época. Por se tratar de um conhecimento que sobreviveu, muito provavelmente de forma quase que exclusivamente oral, ao domínio cristão, ele apresenta muitas vezes algunmas influências da visão judaico-cristã.

O "Evangelho das Bruxas" traz tanto a mitologia da bruxaria italiana (Aradia, Diana, Lúcifer, etc.), quanto uma descrição das práticas ("Como Consagrar a Refeição" em um Encontro de Bruxas, por exemplo) e encantamentos (a edição traz os encantamentos em italiano e sua tradução para o português).

Esta nova edição, recentemente lançada pela editora Madras, une uma boa qualidade a um preço acessível.

Por Carina Niamh Lucindo

Escrito por ..::¢¡T®Ø::.. às 00h35
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Para viver um grande amor

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um grande amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fieldade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica, e gostosa, farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.




in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Poesia completa e prosa: "Para viver um grande amor"

Escrito por ..::¢¡T®Ø::.. às 00h24
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